Para quem sente que o Natal pode ser uma época complicada... Elvis Presley, incomparável, conforta-nos, eventualmente...
"Blue Christmas", Elvis live in 1968
"Blue Christmas", Elvis Presley com Martina McBride, 2008
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Eu estava lá
...e de canadianas.
"Tired of you", The Foo Fighters ao vivo em Lisboa (Rock in Rio 2004)
"Tired of you", The Foo Fighters ao vivo em Lisboa (Rock in Rio 2004)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A Memory
Continuando por terras de Vera Cruz, dois temas orquestrados, de um mítico grupo dos anos 90 e 00, "Só P'ra Contrariar", comandado pelo belo Alexandre Pires... um guilty pleasure, mas um grande álbum para o género.
Ai a canção romântica sul-americana...
"Essa tal liberdade", SPC com Fábio Júnior
"Final Feliz", SPC com Caetano Veloso
Ai a canção romântica sul-americana...
"Essa tal liberdade", SPC com Fábio Júnior
"Final Feliz", SPC com Caetano Veloso
Adeus Outono
Homenagem à estação que está prestes a acabar, ao amor, e a esse grande nome da MPB
(por favor, não dar atenção ao vídeo...)
"Outono", Djavan
(por favor, não dar atenção ao vídeo...)
"Outono", Djavan
Balanço da década por RAP
"Balanço de uma década
Quanto menos nos lembrarmos destes dez anos, melhor. Não pode dizer-se que tenha sido uma década memorável
O primeiro facto saliente acerca da década que agora termina é a resistência que oferece a quem pretenda referir-se a ela. Os anos sessenta são fáceis de designar, assim como os anos setenta ou oitenta, mas "os anos zero" é uma expressão que está ainda à espera de ser cunhada - talvez por ser estranha e, além do mais, imprecisa. Acabamos, portanto, de viver dez anos que não conseguimos denominar. Há males que vêm por bem: quanto menos nos lembrarmos destes dez anos, melhor. Não pode dizer-se que tenha sido uma década memorável. Foram dez anos que começaram, aliás, sob o signo da desilusão: o mundo não acabou no ano 2000, o que frustrou de igual modo os bruxos e aquela gente apreciadora dos grandes eventos. Os americanos bem tentaram, elegendo George Bush logo no primeiro ano da década, e deve reconhecer-se ele fez um esforço notável, mas, como em quase tudo o resto, fracassou.
Outra desilusão, talvez maior ainda, foi provocada pelos escritores de ficção científica. Anos e anos a escreverem sobre o século XXI, que afinal é igualzinho ao século XX mas com mais telemóveis. O tamanho do nosso crânio não aumentou, não vestimos todos de igual, não viajamos em naves. O futuro chegou e, não há como negá-lo, é aborrecido. Não só não viajamos em naves como passou a ser mais difícil viajar de avião. As viagens aéreas, que a ficção científica previa cada vez mais sofisticadas e rápidas, por causa dos atentados de 11 de Setembro de 2001 tornaram-se bastante mais lentas e rudimentares. Em lugar de homens do futuro que entram em naves rodeados de fumo e munidos de aparelhos altamente tecnológicos, somos homens do passado que entram nos aviões descalços, sem o cinto das calças e impedidos de levar até uma garrafa de água.
Entretanto, nem tudo são más notícias: a justiça portuguesa aproximou-se do nível da justiça internacional. Não, evidentemente, por ser ter tornado mais rápida, mas porque a justiça internacional se tornou vagarosa. Milosevic e Pinochet foram julgados por crimes contra a humanidade, tendo falecido antes de conhecerem o veredicto. Se pensarmos que Pinochet morreu com 91 anos, o processo Casa Pia deixa de parecer tão demorado, embora tenha ocupado sete anos desta década e ameace ocupar vários da próxima.
Após a intervenção americana no Iraque, Saddam Hussein foi democraticamente executado por um grupo de alegres convivas. Pareceu apropriado que, tendo a guerra sido feita a pretexto de armas de destruição maciça imaginárias, a democracia imposta fosse, também ela, pouco mais que uma fantasia. O enforcamento foi filmado pelo telemóvel de um dos carrascos e colocado no YouTube. Foi dos filmes mais vistos do ano, juntamente com um em que dois gatinhos brincam com um novelo.
Na internet, o aparecimento das redes Hi5, Facebook, Orkut e Twitter, entre outras, permitem que pessoas com pouco jeito para fazer amigos na vida real consigam fazê-los no computador, e que as pessoas com pouco jeito para fazer amigos na vida real e no computador critiquem duramente este tipo de rede. O aparecimento da Wikipedia, uma enciclopédia feita por gente que não domina especialmente qualquer área do saber, deu ao cidadão comum a satisfação de sentir que os seus conhecimentos são, muitas vezes, superiores aos dos enciclopedistas. Nas entradas da Wikipedia que utilizei para fazer este balanço da década, o ano de 2003 tem mais datas referentes a aspectos relacionados com os concorrentes do concurso Operação Triunfo do que, por exemplo, aos aspectos da economia mundial.
Um negro foi eleito pela primeira vez presidente da Harvard Law Review. Um negro candidatou-se pela primeira vez à presidência dos Estados Unidos. Um negro venceu pela primeira vez as eleições americanas. Infelizmente, foi sempre o mesmo negro. Continuamos sem saber bem se os Estados Unidos e o mundo resolveram parar de discriminar os negros ou só este em particular.
Em Portugal, José Sócrates foi eleito pela primeira vez a 20 de Fevereiro de 2005 e começou desde essa data a vestir cada vez melhor e a governar cada vez pior. No entanto, uma vez que sucedeu a Pedro Santana Lopes, durante uns meses chegou mesmo a parecer um bom primeiro-ministro. Nos primeiros cinco minutos do mandato, o nome de José Sócrates não apareceu associado a qualquer escândalo.
No futebol, num certo sentido a década foi dominada por Portugal: José Mourinho emergiu como o melhor treinador da actualidade e Cristiano Ronaldo sagrou-se melhor jogador do mundo. Os portugueses impõem-se cada vez mais no futebol mundial e cada vez menos na selecção nacional.
E, até agora, foi mais ou menos isto que se passou. Mas tenho esperança de que, nos 15 dias que lhe sobram, a década ainda consiga dar a volta por cima."
Ricardo Araújo Pereira, in Visão, 17 de Dezembro de 2009
Quanto menos nos lembrarmos destes dez anos, melhor. Não pode dizer-se que tenha sido uma década memorável
O primeiro facto saliente acerca da década que agora termina é a resistência que oferece a quem pretenda referir-se a ela. Os anos sessenta são fáceis de designar, assim como os anos setenta ou oitenta, mas "os anos zero" é uma expressão que está ainda à espera de ser cunhada - talvez por ser estranha e, além do mais, imprecisa. Acabamos, portanto, de viver dez anos que não conseguimos denominar. Há males que vêm por bem: quanto menos nos lembrarmos destes dez anos, melhor. Não pode dizer-se que tenha sido uma década memorável. Foram dez anos que começaram, aliás, sob o signo da desilusão: o mundo não acabou no ano 2000, o que frustrou de igual modo os bruxos e aquela gente apreciadora dos grandes eventos. Os americanos bem tentaram, elegendo George Bush logo no primeiro ano da década, e deve reconhecer-se ele fez um esforço notável, mas, como em quase tudo o resto, fracassou.
Outra desilusão, talvez maior ainda, foi provocada pelos escritores de ficção científica. Anos e anos a escreverem sobre o século XXI, que afinal é igualzinho ao século XX mas com mais telemóveis. O tamanho do nosso crânio não aumentou, não vestimos todos de igual, não viajamos em naves. O futuro chegou e, não há como negá-lo, é aborrecido. Não só não viajamos em naves como passou a ser mais difícil viajar de avião. As viagens aéreas, que a ficção científica previa cada vez mais sofisticadas e rápidas, por causa dos atentados de 11 de Setembro de 2001 tornaram-se bastante mais lentas e rudimentares. Em lugar de homens do futuro que entram em naves rodeados de fumo e munidos de aparelhos altamente tecnológicos, somos homens do passado que entram nos aviões descalços, sem o cinto das calças e impedidos de levar até uma garrafa de água.
Entretanto, nem tudo são más notícias: a justiça portuguesa aproximou-se do nível da justiça internacional. Não, evidentemente, por ser ter tornado mais rápida, mas porque a justiça internacional se tornou vagarosa. Milosevic e Pinochet foram julgados por crimes contra a humanidade, tendo falecido antes de conhecerem o veredicto. Se pensarmos que Pinochet morreu com 91 anos, o processo Casa Pia deixa de parecer tão demorado, embora tenha ocupado sete anos desta década e ameace ocupar vários da próxima.
Após a intervenção americana no Iraque, Saddam Hussein foi democraticamente executado por um grupo de alegres convivas. Pareceu apropriado que, tendo a guerra sido feita a pretexto de armas de destruição maciça imaginárias, a democracia imposta fosse, também ela, pouco mais que uma fantasia. O enforcamento foi filmado pelo telemóvel de um dos carrascos e colocado no YouTube. Foi dos filmes mais vistos do ano, juntamente com um em que dois gatinhos brincam com um novelo.
Na internet, o aparecimento das redes Hi5, Facebook, Orkut e Twitter, entre outras, permitem que pessoas com pouco jeito para fazer amigos na vida real consigam fazê-los no computador, e que as pessoas com pouco jeito para fazer amigos na vida real e no computador critiquem duramente este tipo de rede. O aparecimento da Wikipedia, uma enciclopédia feita por gente que não domina especialmente qualquer área do saber, deu ao cidadão comum a satisfação de sentir que os seus conhecimentos são, muitas vezes, superiores aos dos enciclopedistas. Nas entradas da Wikipedia que utilizei para fazer este balanço da década, o ano de 2003 tem mais datas referentes a aspectos relacionados com os concorrentes do concurso Operação Triunfo do que, por exemplo, aos aspectos da economia mundial.
Um negro foi eleito pela primeira vez presidente da Harvard Law Review. Um negro candidatou-se pela primeira vez à presidência dos Estados Unidos. Um negro venceu pela primeira vez as eleições americanas. Infelizmente, foi sempre o mesmo negro. Continuamos sem saber bem se os Estados Unidos e o mundo resolveram parar de discriminar os negros ou só este em particular.
Em Portugal, José Sócrates foi eleito pela primeira vez a 20 de Fevereiro de 2005 e começou desde essa data a vestir cada vez melhor e a governar cada vez pior. No entanto, uma vez que sucedeu a Pedro Santana Lopes, durante uns meses chegou mesmo a parecer um bom primeiro-ministro. Nos primeiros cinco minutos do mandato, o nome de José Sócrates não apareceu associado a qualquer escândalo.
No futebol, num certo sentido a década foi dominada por Portugal: José Mourinho emergiu como o melhor treinador da actualidade e Cristiano Ronaldo sagrou-se melhor jogador do mundo. Os portugueses impõem-se cada vez mais no futebol mundial e cada vez menos na selecção nacional.
E, até agora, foi mais ou menos isto que se passou. Mas tenho esperança de que, nos 15 dias que lhe sobram, a década ainda consiga dar a volta por cima."
Ricardo Araújo Pereira, in Visão, 17 de Dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Evergreen
vídeo muito bonito de um projecto magnífico, uma "comunidade" de realizadores de filmes de animação
"Evergreen", realizado por Yoann Lemoine, aniboom.com
"Evergreen", realizado por Yoann Lemoine, aniboom.com
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
A Memory
One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razor blade
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no
One night of magic rush
The start a simple touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love
And you, you knew the hands of the devil
And you, kept us awake with wolf teeth
Sharing different heartbeats
In one night
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no...
"Heartbeats", José Gonzalez
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razor blade
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no
One night of magic rush
The start a simple touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love
And you, you knew the hands of the devil
And you, kept us awake with wolf teeth
Sharing different heartbeats
In one night
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no...
"Heartbeats", José Gonzalez
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Queen homenageados
E porque Freddie Mercury faleceu há 18 anos (24 de Novembro), aqui fica a minha homenagem (através destes doces, hilariantes, intemporais, "artistas" que marcaram a minha infância) à mítica banda de que foi vocalista. Palavras para quê, pouco mais há para dizer sobre Mercury que não tenha sido dito.
Para ti, espero que gostes (tenho a certeza que sim)
"Bohemian Rhapsody", The Muppets
("mamma... mamma... mammaaaaaa... ahahahaha! mamma mamma mamma, mamma mamma!...mamma...)
Para ti, espero que gostes (tenho a certeza que sim)
"Bohemian Rhapsody", The Muppets
("mamma... mamma... mammaaaaaa... ahahahaha! mamma mamma mamma, mamma mamma!...mamma...)
O sonho comanda a vida
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Reflexão da semana (passada)
Nuno - No outro dia apeteceu-me castanhas. Mas depois lembrei-me que estava na Almirante Reis. E não sei...fiquei assim a modos que...desmotivado...
Eu - Oh, porquê?
Nuno - Não sei, é a zona, não sei...
Eu - (entre risos) Oh, que tontice...nunca tinha pensado nas coisas dessa perspectiva. Um certo preconceito em relação aos carrinhos das castanhas. As características da zona reflectem-se nas características das castanhas que são vendidas?
Nuno - É mais ou menos isso. É o ambiente, acho. É o saborear num determinado sítio, sabes (risos)
Eu - Então como serão as castanhas dependendo do sítio em que são compradas...
Nuno - Não sei...
Eu - Por exemplo...na Almirante Reis, são embrulhadas no jornal, no chamado "cartucho". Castanhas em Cascais..
Nuno - Então...é nas páginas da Lux!
Bem visto.
E diria eu... saberiam a castanhas... velhas? Do ano passado? Ah, assadas em solário...
Eu - Oh, porquê?
Nuno - Não sei, é a zona, não sei...
Eu - (entre risos) Oh, que tontice...nunca tinha pensado nas coisas dessa perspectiva. Um certo preconceito em relação aos carrinhos das castanhas. As características da zona reflectem-se nas características das castanhas que são vendidas?
Nuno - É mais ou menos isso. É o ambiente, acho. É o saborear num determinado sítio, sabes (risos)
Eu - Então como serão as castanhas dependendo do sítio em que são compradas...
Nuno - Não sei...
Eu - Por exemplo...na Almirante Reis, são embrulhadas no jornal, no chamado "cartucho". Castanhas em Cascais..
Nuno - Então...é nas páginas da Lux!
Bem visto.
E diria eu... saberiam a castanhas... velhas? Do ano passado? Ah, assadas em solário...
domingo, 15 de novembro de 2009
Concerto

Saí de Depeche Mode com vontade de conhecer ainda melhor a banda de Dave Gahan, que aliás é quase um espectáculo à parte. E um espectáculo surpreendentemente sensual, diga-se. Dos passos "à Elvis", passando por uma Shakira, até à pole dance, pode dar-se ao luxo de não comunicar com o público. Porque simplesmente fá-lo com o corpo. E com a voz que todos reconhecem. Cativante do início ao fim.
Martin L. Gore foi "o" pilar do concerto, discreto mas completamente imprescindível. E comovente em "Home", deixando o público a cantar em arrasto já depois do tema terminar.
Mesmo para quem não conhecia bem a banda, proporcionaram óptimos momentos musicais e de uma certa evasão - precisamente aquilo que muitas vezes se procura num concerto. Instrumentalmente, arranjos curiosos e pormenores muito bons de "apanhar", por mais electrónico que soe.
Ficaram de fora temas como "Strange Love" e "Free Love" (oh..), e muitos outros haveria por partilhar com o Pavilhão Atlântico esgotado.
Fica um dos pontos altos da noite de dia 14, o primeiro talvez (embora "Wrong" tenha quase atingido o estatuto). Seguiram-se "Enjoy the silence", o já citado "Home" e "Sister of Night" e, claro, "Personal Jesus" a fechar o encore. É sempre lindo ver o Pavilhão cheio a entoar a mesma canção.
Rendi-me, gostei muito.
"Walking in my shoes", Depeche Mode
(foto: Rita Carmo/Espanta Espíritos)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Wonder-song of the day
Um bom exemplo de uma voz feia, uma música muito gira
"Somewhere Out There", Our Lady Peace
"Somewhere Out There", Our Lady Peace
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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